sábado, 11 de setembro de 2010

Lançamento de livro do acadêmico Nilso Dassi

O lançamento do livro, aconteceu dia 17/07/2010, às 17:00 horas, no auditório do Colégio Dom Orione, com a participação de mais de 100 pessoas, que fizeram fila para receber o autográfo do autor. Nilso fez mais de 70 assinaturas, com muita alegria,  pela realização de seu sonho. O livro é uma coletânea de artigos publicados em jornais e site da região, contando a história e fatos novos de Siderópolis, de 1891 até 1943. Durante o evento, foram passadas em slide, fotos antigas do acervo particular do autor. A organização do evento ficou por conta das acadêmicas: Rosilda (Sissa), Elaine e Pedrinha. O roteiro da cerimônia foi seguido conforme descrição da Presidente Maria Lurdete.


Comentário da escritora Janice Pavan sobre o livro de Nilso Dassi

Ao ler NOVA BELLUNO 1891- SIDERÓPOLIS 1943”, obra de NILSO DASSI, fiz uma incursão pelos lugares e lares da cidade em deferência.
O conteúdo despertou-me interesse com um misto de curiosidade, confirmações, questionamentos e saudosismo.
Considerando cem anos de história, a evidência da pesquisa trouxe-me muitos pontos e temas desconhecidos por mim e outros, mais atuais, cumpriram o propósito de reavivar imagens guardadas, quase adormecidas, justificando a bela frase “recordar é viver”.
Os fatos históricos datados desde 1891 e acordados por NILSO DASSI têm representação positiva, pois amenizaram meu desconhecimento sobre alguns itens importantes, referentes à origem da NOVA BELLUNO e a vinda dos imigrantes italianos, como também detalhes da beleza e da problemática, coexistentes na façanha de deixar a terra natal e enfrentar o desconhecido.
Importante saber do valor do solo, da descoberta do carvão, das questões políticas, dos personagens e talentos conterrâneos.
Fatos posteriores que datam de 1954 e que me são mais familiares estão bem claros na memória, quando aos seis anos de idade chegamos, eu, meus pais e irmãos José Geraldo, Janete, Jairo, Jaime e Jaci, para morarmos em RIO FIORITA, onde tivemos residência até o ano de 1962.
Muitas lembranças de uma infância maravilhosa, com a segurança de uma vida tranquila, garantida pela CSN que para nós foi uma mãe, cujos benefícios são tantos que tenciono registrar em um livro. A CSN ajudou muitas famílias, construiu lindas casas, vilas importantes, empregou muita gente, animou o progresso, mudou a paisagem num espaço trazendo benefícios e noutro, a destruição. As lembranças têm sabores diferenciados conforme a nacionalidade (origem) de cada coração. Infelizmente a dor deixa registros mais profundos.
Ao ler o livro de NILSO DASSI amei lembrar as festas na IGREJA SANTA BÁRBARA, onde o capelão DELAU (figura incansável) organizava e divulgava, apostando no sucesso dos eventos, chamando os fiéis no alto falante. Disse um dia: - “As mulheres não podem entrar de calça na Igreja”. Depois frisou: - “Retifico, calça comprida!” Isto ficou na história.
Lembro de meu padrinho MANOEL MINERVINA GARCIA e de minha madrinha LOURDES, bondade em pessoa. Moravam bem em frente à IGREJA SANTA BÁRBARA e nós, na rua do lado esquerdo. Reforço o questionamento do autor. “Por que Siderópolis ou Rio Fiorita não tem uma rua com o nome do primeiro prefeito eleito pelo povo”?
Lembro-me do RECREIO DO TRABALHADOR. Ah! Arquitetura dos sonhos! ...
Era lisonjeiro comparecer em ambiente com tal requinte! Sentíamo-nos ”gente fina” ao adentrarmos no salão em noites de gala ou festas familiares. Onde em tantos domingos corríamos para ver o “ZORRO”, nas sessões de matinée. E o show de calouros com o AMERICAN NIGHT?
Dói-me pensar que uma estrutura, legado de eventos, saudades e lembranças, esteja jogada às intempéries, ao descaso, aos ratos.
Aos quatorze anos , em 1962, fomos morar em BELLUNO como ainda era chamada SIDERÓPOLIS para diferenciar de RIO FIORITA.
Os assuntos últimos não estão no livro de NILSO, que deixa um gostinho de quero mais, provavelmente porque ele projeta editar o segundo para dar a continuidade que o tema merece. . Parabéns, NILSO!
Fico feliz que um ex-aluno, irmão das inesquecíveis, também minhas ex-alunas, ROSA E HELENA, tenha se tornado um historiador e escritor empenhado em homenagear nossa querida SIDERÓPOLIS pelos seus CEM ANOS DE HISTÓRIA.
Fico no aguardo do próximo. Um abraço, Janice de Bittencourt Pavan.
Florianópolis, 10/10/10


Nilso autografando para familares e amigos

Ronaldo David, que fez o prefácio do livro, falou em nome da ALASI













      

Acadêmicos e público presente, prestigiando o autor

Um dos artigos do livro, publicado em Jornais regionais e site locais.

NOVA BELLUNO: Uma Cidade Centenária Sem Data De Nascimento

A cidade de Siderópolis, localizada no Sul do Estado de Santa Catarina, colonizada por imigrantes italianos, completará 120 anos de fundação em 2011. No entanto, ainda não possui oficialmente uma data de fundação.
Belluno, primeiro nome de Siderópolis, surgiu com a criação da Colônia Nova Veneza em 1891, resultado de uma política imigratória incrementada pelo governo brasileiro iniciada no império e concluída na república, objetivando a ocupação e o povoamento, principalmente, nos estados da região sul do país.
Segundo Bortolotto, “oficialmente comemora-se 28 de outubro de 1891 como a data de chegada dos primeiros imigrantes, e, portanto, a data da fundação da Colônia Nova Veneza. Sabe-se, porém, que os primeiros imigrantes chegaram, na verdade, bem antes desta data”. O atual município de Nova Veneza, que naquela época era sede central da Colônia, adotou de forma oficial esta data como sendo sua fundação. No entanto, nos arquivos da Carbonífera Metropolitana, também citados por Bortolotto, pode-se constatar que a primeira leva de imigrantes chegou à colônia em 28/06/1891. A partir de 04/01/1891, observa-se no livro Diário da Administração da colônia os primeiros registros contábeis, tendo por finalidade, preparar toda a colônia com o objetivo de abrigar os colonos italianos nos seus respectivos lotes.
Após minuciosa análise das documentações, que se encontram na sede atual da Companhia Metropolitana, empresa responsável pela implantação da Colônia Nova Veneza e na bibliografia regional, constata-se que foi em 15/07/1891 que os primeiros imigrantes chegaram à colônia com a incumbência de ocupar seus lotes previamente demarcados, na seção Estrada Urussanga, no Núcleo de Belluno. A família De Nez instalou-se na localidade de São Martinho, adquirindo o lote nº 14 com 31 ha de terra e a família Moro ocupou o lote nº  1 com 28 ha em São Martinho Baixo. Os lotes ocupados por estas famílias estavam localizados bem próximos à sede central da colônia, conforme dispõe a planta (mapa) da Colônia Nova Veneza de 1891.
No Monumento ao Imigrante Italiano, localizado em frente ao Colégio Dom Orione há uma placa em bronze, comemorativa ao 75º aniversário de fundação do município, produzida no ano de 1966 durante o mandato do prefeito Jorge Bif, em que consta a data de 19/12/1891 como o início da ocupação da cidade pelos europeus. Não há uma manifestação legal dos poderes constituídos no municipio que possa confirmar esta data. No entanto, é possível concluir que a escolha foi uma relação – dia e mês – com a data da emancipação político administrativa decretada em 19/12/1958. Ainda em relação à placa, devido à inclusão de um acróstico muitas famílias italianas que aqui chegaram não foram relacionadas. A data de 19/12/1891 pode ser facilmente contestada, observando-se o título de posse provisória de terras do imigrante Michele Crepaldi, adquirido junto a Companhia Metropolitana em 03/11/1891, no Núcleo de Belluno, seção Linha Ex-Patrimônio, lote 06 com 29,9 ha. (Bortolotto, p. 23).
A centenária Siderópolis – SC (Nova Belluno) no seu registro de nascimento, com o consentimento dos poderes executivo e legislativo, poderá finalmente escolher 15/07/1891 como sua data oficial de fundação.
Fontes:
1 – BORTOLOTTO, Zulmar Hélio. História de Nova Veneza. Nova Veneza, 1992. 339p.
2 – Diário da Administração da Colônia de Nova Veneza – Arquivo da Carbonífera Metropolitana S/A – Criciúma – SC.
Nilso Dassi
Licenciado e Bacharel em História pela UNESC
Fone: 48  99945133

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Sarau de Inverno - Criciúma/SC

Acadêmicas Lurdete, Carmen, Rosa e Sissa Moroso