sexta-feira, 12 de novembro de 2010

VENCEDORES DO II CONCURSO LITERÁRIO

PREMIAÇÃO:
Data: 06/12/2010 - Local: Centro Social Urbano - Siderópolis - Horário: 20:00 h

VENCEDORES DO 2º CONCURSO LITERÁRIO “ALDO BALDIN” - ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE SIDERÓPOLIS (E TREVISO) – ALASI – 2010

 


O 2º CONCURSO LITERÁRIO “ALDO BALDIN” - ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE SIDERÓPOLIS – ALASI - 2010 foi lançado com o objetivo de revelar poetas, cronistas e contistas entre alunos do ensino fundamental e médio do município, além de pessoas adultas cultoras do nosso idioma.
Ao todo, o Concurso recebeu 109 trabalhos literários de estudantes de vários educandários municipais, estaduais e particulares, além de trabalhos adultos, o que ressalta o sucesso desta segunda promoção cultural da Academia de Letras e Artes de Siderópolis (e Treviso) – ALASI, presidida pela escritora Maria Lurdete da Boita Bez Birolo.
Os trabalhos laureados retratam um excelente nível cultural dos alunos vencedores, alguns com várias premiações, e merecidas, além de escritores adultos que mostram pela primeira vez suas obras literárias. Na próxima oportunidade, vendo esses exemplos, outros certamente os seguirão, projetando-se intelectualmente.

POESIA – ENSINO FUNDAMENTAL

1º - “TEMPO” – CAROLINA SALVARO CAETANO – 7ª SÉRIE/8º ANO3º – COLÉGIO DOM ORIONE
2 - “ESPERANDO” – EDUARDO DOS SANTOS FLORES – 7ª SÉRIE – E.E.B. JOSÉ DO PATROCÍNIO
3º - “VIVER” – AMANDA DE MATTIA – 6ª SÉRIE/7º ANO – COLÉGIO DOM ORIONE
MENÇÃO HONROSA:
- “MORTE” – ANA LAURA WARMLING ROVARIS” – 8º ANO – COLÉGIO DOM ORIONE
- “MEU QUERIDO DIÁRIO DOS SONHOS” – GABRIELE DAMIN DE SOUZA – 6º ANO – COLÉGIO DOM ORIONE

CONTO - ENSINO FUNDAMENTAL

1º – “O DIÁRIO DE UMA PERDA” – LUIZA DEMÉTRIO SAVARIS – 9º ANO – COLÉGIO DOM ORIONE

CRÔNICA – ENSINO FUNDAMENTAL
1º - “A VIDA” – ANDIELEN DE JESUS DE MEDEIROS – 8ª SÉRIE/9º ANO – ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA MUNICIPAL JORGE BIF

POESIA – ENSINO MÉDIO
1º - “DILACERADO” – LUÍS FILLIPY FURTUNATO – 1º ANO E.M. – SATC
2º - “PRECIPÍCIO” – MAYARA CRUZ – 1º ANO E.M. – E.E.B. JOSÉ DO PATROCÍNIO
3º - “SER POETA” – BRUNA BRIGNOLI BERNARDINO – 3º E.M. – COLÉGIO DOM ORIONE
MENÇÕES HONROSAS:
- “INFECÇÃO EMINENTE” – LUÍS FILLIPY FURTUNATO – 1º E.M. – SATC
- “MÚSICA” – LAIANE DOS SANTOS” – 1º E.M. – E.E.B. JOSÉ DO PATROCÍNIO

CONTO – ENSINO MÉDIO
1º - “OLHOS NEGROS” – LUÍS FILLILY FURTUNATO – 1º EM – SATC
2º - “À LUZ DAS ESTRELAS E DA LUA” – ANA CLAUDIA COMIN – 2º EM – SATC
3º - “IMPRÓPRIO” – LUÍS FILLIPY FURTUNATO – 1º EM – SATC

CRÔNICA – ENSINO MÉDIO
1º - “A NÃO LEI DA MUDANÇA” – MAYRIS MARIA BÚRIGO RONSONI – 3º EM – COLÉGIO DOM ORIONE
2º - “OS CHEIROS” – LUÍS FILIPPY FURTUNATO – 1º EM – SATC
3º - “CONTANDO COM A SORTE” – MAYRIS MARIA BÚRIGO RONSONI – 3º EM – COLÉGIO DOM ORIONE

CONTO – ADULTO
1º - “A MENINA QUE ANDAVA NAS NUVENS” – MARIA OLIVO COMIN – ALTO RIO MAINA

POESIA – ADULTO
1º - “BEIJA-FLOR” – MÔNICA JULIANA COMIN RODRIGUES DOS SANTOS – CENTRO
2º - “SALADA DE FRUTAS” – MARIA OLIVO COMIN – ALTO RIO MAINA
3º - “ENSINAMENTOS DE UM MESTRE” – ELDER COMIN PERARO – ALTO RIO MAINA.

 Os Premiados de 1º a 3º lugares receberão medalhas e Diplomas de “HONRA DO MÉRITO LITERÁRIO”, e os Laureados com “Menção Honrosa” receberão o mesmo Diploma de Mérito.
Os EDUCANDÁRIOS que tiverem alunos premiados serão laureados com o diploma citado, através de seu Diretor, como reconhecimento pelo incentivo e ação culturais.

RONALDO DAVID Coordenador

15º Aniversário do Gemellaggio - 2010

Símbolo do GEMELLAGGIO

O Gemellágio é um pacto entre a cidade de Siderópolis (Comunidade do Rio Jordão Baixo) com a cidade Italiana Forno Di Zoldo, desde 1995. O acordo foi realizado, para um intercâmbio cultural entre as duas cidades com objetivos culturais e de desenvolvimento humano.


Lançamento do livro do Bispo Orionita Dom Enemésio Lázzaris no Gemellággio. 

Dom Enemésio autografando muitos livros para família e amigos presentes

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

EVENTOS CULTURAIS


PARTICIPE DESTE EVENTO

PARTICIPAÇÃO DA SIDEROPOLITANA MIRIAN RIZZATTI COM SUA ACADEMIA DE DANÇA.

domingo, 19 de setembro de 2010

Homenageados




Presidente de Honra Escritor Deonísio da Silva
Patrono Tenor Aldo Baldin







ACADÊMICOS DA ALASI

ÁLBUM: BIOGRAFIA DOS ACADÊMICOS

Cadeira nº 1
Elaine Cristina Machado
Biografia: (Artes Cênicas - Teatro)
Nascida em Criciúma em 09 de março de 1973. Graduou-se em Pedagogia. Cursa Especialização em Neuropsicopedagogia e Educação Especial Inclusiva. É Instrutora de Hatha Yoga e Yogaterapia.Professora de Filosofia, Sociologia,Yoga e teatro. No campo das artes, desde 2005 atua como professora de teatro no Colégio Dom Orione, juntamente com seus alunos, participou de várias apresentações e dramatizações na cidade de Siderópolis e região e em  2009 e participou com 04 peças no VIII Festival de Teatro Amador de Içara. Desenvolve um trabalho com Teatro Terapia no CAPs de Siderópolis.

Cadeira nº 2
Nilso Dassi
Biografia: (Escritor/historiador)
Brasileiro de Rio Fiorita, (Nova Belluno - Siderópolis), nascido em 20/06/1952. Filho de Albino Dassi e Noêmia Rossa. Casado com Selma Tereza Leepkaln desde 1978, com quem teve 03 filhos: Gustavo, Eduardo e André. Técnico em Transações Imobiliárias no CEDUP e Licenciado e Bacharel em História pela UNESC. Integra a diretoria da ACICRI – Associação dos Corretores de Imóveis de Criciúma e Região como tesoureiro. Autor do livro Nova Belluno 1891- Siderópolis 1943, que foi lançado em julho de 2010. Muitos dos artigos registrados neste livro foram publicados em jornais e sites da região.

Cadeira nº 3
Maria Lurdete Daboita Bez Birolo

Biografia: (Escritora/poetisa)
Nasceu em Treviso no dia 04 de abril de 1954. Fez graduação e Especialização em Matemática. Exerceu o Magistério desde 1974, no Colégio Dom Orione, onde sempre atuou; Ingressou como professora de escola pública no Estado em 1989. Foi professora no Ensino Superior na UNESC por 10 anos na disciplina Prática de Ensino. Atualmente é Coordenadora Pedagógica do Colégio Dom Orione. Publicou o livro de poesias “Aprendi” em 2007 e é participante ativa do site"Recanto das Letras”. É devota de São Luiz Orione. Casada com Nivaldo Bez Birolo, Mãe do Junior e da Isis, sogra da Paula e vó do Lucas, Seu recente e mais belo presente.

Cadeira nº 4
Jair Cardoso
Biografia: (Músico)

Nasceu em Siderópolis em 29/03.  Funcionário Administrativo na Empresa ZTL. Músico Profissional atuante com voz e violão no Grupo Trem De Ferro, desde 1977. Participou de diversos Festivais de Música no Estado de SC. Idealizador do FEMPOS (Festival da Música Popular de Siderópolis) Membro do Conselho Municipal de Cultura. Atualmente faz Show com seu Grupo Musical, todas as sextas-feiras no BB Bowling de Criciúma e em eventos culturais pela cidade e região.  

Cadeira nº 8
Janine Salvaro
Biografia: (Escritora/ Artes Cênicas)
Nascida em 08/02/1985, na cidade de Criciúma, reside na Vila São Jorge. Graduada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela UNISUL, cursando MBA em Gestão Empresarial. Atua no SENAC de Criciúma no setor de Relações como Mercado há seis anos. Também desenvolve atividades de Teatro Amador ligado a Pastoral da Juventude. Premiada no Concurso da Academia Criciumense de Letras, nos anos de 2007 e 2008. Segundo lugar nas categorias conto, crônica e poema, e, em 2007 segundo lugar na categoria conto.

Cadeira nº 9
Maria Pedrinha Feltrin Fernandes
Biografia: (Educadora/Italianidade)
Graduada em Biologia e Especialista em Biologia Geral.  Com 40 anos na área de educação, como professora. Foi Secretária de Educação e Secretária da Família/área Social. Foi Diretora Pedagógica do CEJA. É presidente do Círcolo Vicentino de Nova Veneza e Região. Casada com Antenor e tem 3 filhos: Rodrigo, Jaques e Alexandre e neto Mateus.

Cadeira nº 10
Rosilda Mara Rodrigues Moroso (Sissa)

Biografia: (Escritora)
Natural de Tubarão, reside em Siderópolis desde 1970. Filha de Hilda e José Valmor. Graduada em Pedagogia com Especialização em Psicopedagogia. Casada com  Ademir Moroso. Mãe de Luana e Júlia. Tem dois netos: Igor e Luiza. Professora e educadora desde 1990. Atualmente exerce a função de Assistente Técnico Pedagógico na Rede Estadual. Participou de diversas atividades culturais na cidade, foi secretária da primeira diretoria da Fundação Municipal de Cultura. Atuou no teatro amador na Pastoral da Juventude. Recebeu prêmios e méritos em Concursos Literários. Escreve crônicas para jornais, blogs e sites da região.

Cadeira nº 11
Irene Tibes Cancelier
Biografia: (Educadora)
Natural de Urussanga, Graduada em Estudos Sociais com Especialização em Geografia Econômica.  Casada, com Neri Cancelier, é mãe de Rossano, Karina, e Cristiano e avó de Clara e Alexia. Ingressou no Magistério Público Estadual em 1963, lecionando em vários Colégios e Escolas Básicas de Siderópolis e municípios vizinhos. Fez parte de várias associações religiosas e culturais do município e à 40 anos, faz parte da maior Organização de Serviço do Mundo, o Lions Clube de Siderópolis. Por três vezes participou do EMOBRESC declamando poesias, obtendo classificações.


Cadeira nº 12
Carmen Regina Remor Tramontin Périco
Biografia: (Artes Plástica)
Nascida em Rio Jordão Baixo (Spolis), filha de Antonio Tramontin e Miquelina Remor. Em 1975  casou-se com Ângelo Périco e tem  dois filhos, Grégory e Iuri. Graduou-se em Educação Artística Tem Especialização no Ensino da Arte.  Reside em Criciúma desde 1992, onde começou a praticar a sua arte pintando, de forma empírica e autodidata, tecidos, cerâmicas e gesso. Desde 2001 frequenta o Ateliê Assisi, onde aprimora as suas técnicas.  Participou de diversas exposições e mostras de pintura artística.

Cadeira nº 13
Ronaldo David
Biografia: (escritor)
Nascido em 04/11/1950 em Imbituba/SC. Foi professor Professor de História e Geografia por duas décadas, É músico (compositor). Escreve poesias, contos e crônicas. Venceu e foi destaque em vários festivais musicais, fazendo parte do HIGH TENSION DANGER, considerado o melhor grupo de rock do Estado nos anos 70 e depois do BELLUNO BLUES. Foi Diretor de Cultura de Cascavel, de Siderópolis e de Criciúma. Lançou 4 livros e faz pesquisa histórica sobre Belluno, Rio Fiorita e Treviso, em seu período inicial de colonização italiana. É membro da Academia de Letras de Criciúma desde 1998, da Academia Criciumense de Filosofia desde 2004  e em 2009 membro fundador das Academias de Letras e Artes de Içara e de Siderópolis.

Cadeira nº 14
Nalzoir Niotti
Biografia: (Italianidade)
Nasceu em 23/04/1951 em Siderópolis. Professor de Língua Italiana, formada pelo Centro de Cultura PR/SC. Professor destaque ano 2007. Medalha do Mérito de Siderópolis como radialista. Foi diretor do CEM e Diretor Cultural do município de 2001 a 2004. Pai de Jonathan, Giovani e Vitória






Cadeira nº 15 - Dilma Zuchinalli
Biografia:(Escritora/Artista Plástica)

Nasceu em Siderópolis, em 09/02/1952. Profissão: Professora. Em 2001 escreveu seu 1º livro de poesias “Absoluz” com  Ronaldo David. Nas artes plásticas produziu mais de 100 obras, em óleo sobre tela. Participou de várias exposições. Na poesia e nas artes plásticas, retrata o cotidiano, a figura humana e seu interior. Foi premiada em vários concursos estaduais e regionais de conto e poesias.
Cadeira nº 16
Roseli Terezinha Bernardo
Biografia: (Escritora/Historiadora)
Nasceu em Siderópolis, em 13 de julho. Graduação em História com Especialização em Historia Social e cultural. É professora da rede pública estadual. Desenvolveu trabalho num grupo de pesquisa da UNESC, num projeto de tinha como objetivo  estudar a região carbonífera. Das pesquisas resultou o livro Memória e Cultura do Carvão em SC”, publicado em 2004. Participou da escrita de mais dois livros: Aconteceu no século XX, momentos que movimentaram Criciúma, publicado em 2003 e  Circulando por lugares sagrados: Reconhecendo a memória religiosa de Criciúma, publicado em 2001,que se reportam a nossa região.

Cadeira nº 18 - Lenir Mateus Cesconeto
Biografia: (Escritora/Artista plástica)
Nasceu em Meleiro, em 17/05/1966. Graduada e Especialização em História. Professora da Rede Estadual desde 1990. Escritora de contos, crônicas e poemas. Faz pintura em óleo sobre tela com referência a artistas do renascimento principalmente madonas. Casada com Marcos Antonio, tem dois filhos Emmanuelle e Lorenzo.



Cadeira nº 19
Silvio Cesar Domingos
Biografia: (Escritor)
Natural de Criciúma e filho de José Antonio Domingos e Ceny Noronha . Professor graduado em Letras (Português, Inglês e Literaturas) pela UNESC. Com cursos e experiência profissional nas áreas de Educação, Hospitalidade, Meio-Ambiente e Segurança Publica na Inglaterra, país onde morou por quase uma década. Pai de Mateusz Kazimierz Domingos, casado com a polonesa Katarzyna Magdalena Stozek. Atualmente é Editor do Jornal Daqui, periódico quinzenal dos municípios de Siderópolis e Treviso.

Cadeira nº 21 - Gisele Nascimento Marques
Biografia: (Artes Cênicas – Dança)
Nascida em 27/02/81no RJ. Cursa Educação Física na UNESC paralelamente a pós graduação em Dança Educacional. Atuou como bailarina na Companhia de Dança e Teatro “LIBERDADE” em São Paulo. Atua como professora e coreógrafa nas redes de ensino  nos municípios de Siderópolis  e Treviso. É proprietária da  empresa Núcleo Corporal Expressão, onde ministra aulas de dança. É coordenadora do grupo de dança “Afro Kalunga” e ministra oficinas da Cultura Afro Descendente para professores.  É fundadora e integrante do Movimento Sul Catarinense de Dança. Foi premiada em diversos festivais.

Cadeira nº 22
Mário Romão Pereira (Marinho)
Biografia: (Músico/compositor/carnavalesco)
Natural de São Paulo/ SP, Filho de Alcides Romão Pereira e Isabel Cebrian. Graduado  em Arquitetura e Urbanismo. Casado com Silvia Maria Dias, com quem teve os filhos: Thomas, Tobias e Thais é avô de Luane, Lais, Artur e Eduarda. Desenvolveu diversas atividades culturais como: músico autodidata, compositor e carnavalesco. Recebeu diversos prêmios em desfile de Escolas de Samba, como por exemplo na Imperatriz Bellunense de Siderópolis.
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Cadeira nº 23 Maria da Graça Botelho Savi
Biografia: (Educadora)
Nasceu em Paulo Lopes, SC, em 23 de abril de 1948. Filha de Antonio Botelho e Jovita da Rosa, veio para Siderópolis em 1949. Formada em Educação Física pela UDESC e em Italiano pelo C.C.I. do Paraná. Fez Graduação e Especialização em Supervisão Escolar. Trabalha como educadora desde 1974, atualmente é Diretora Escolar. Em 2000 recebeu o “Prêmio Escola Referência” enquanto diretora da E.E.B. Dep Silvio Ferraro, o trabalho está publicado. Casada com Zelindo Savi, tem 03 filhos: Andréia, Fábio e Igor e tem os netos Bruno e Gabriel.


sábado, 18 de setembro de 2010

II Concurso Literário "Aldo Baldin"


II CONCURSO LITERÁRIO “ALDO BALDIN” - 2010


ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE SIDERÓPOLIS (E TREVISO) - ALASI

REGULAMENTO
1 – O II Concurso Literário “ALDO BALDIN” é uma promoção cultural da ALASI e dirigido a todos os cidadãos interessados em literatura e residentes nos municípios de Siderópolis e Treviso, no sul catarinense, nas modalidades conto, crônica e poesia, devendo os textos ser escritos em língua portuguesa e inéditos, sendo que a temática dos trabalhos é livre.

2 - Objetivando dar oportunidade a novos talentos, os candidatos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares em cada modalidade do concurso terão seus textos divulgados na mídia clássica e on line. A critério da comissão julgadora poderão ser divulgados ainda os trabalhos classificados como menção honrosa.

3 - Os candidatos poderão concorrer em todas as modalidades do concurso, até 3 (três) trabalhos cada, obedecendo a um limite do trabalho inscrito em até duas (2) páginas. Os textos devem ser redigidos em folha A4, corpo 12, fonte Arial, espaço 1,5 entre linhas.

4 As inscrições podem ser realizadas via correio ou pela Internet da seguinte forma:
a) Via postal (correio) - os trabalhos devem ser enviados em cinco (5) cópias cada, para:
ALASI – Academia de Letras e Artes de Siderópolis

II CONCURSO LITERÁRIO “ALDO BALDIN” - 2010
COLÉGIO DON ORIONE - Avenida Don Luiz Orione, s/n – Centro
SIDERÓPOLIS – SC.

b) Pela Internet - os trabalhos devem ser enviados em arquivo Word para o e-mail literatura.bellunord@bol.com.br, em dois (2) arquivos, sendo um com o texto e outro com os dados de identificação solicitados no próximo item deste regulamento.

5. Todos os trabalhos das categorias concorrentes devem ser remetidos em 5 vias, com ou sem títulos e sem identificação do autor – a não ser por pseudônimo - nas folhas e, em folha separada, ficar explicitada a categoria que concorre e conter ainda os seguintes dados:
-Nome Completo;

-Pseudônimo com o qual assina a obra;
-Colégio e série que estuda ou Atividade exercida;
-Data e local de nascimento;
-Nº do RG ou Certidão de Nascimento;

-Endereço residencial;
-Endereço Eletrônico (Se houver)
-Título da Obra;
-Categoria a qual concorre.

PS.: No caso de a inscrição ser por via correio, deve-se colocar as cópias dos trabalhos com os dados em envelope fechado e lacrado colocado dentro de outro envelope com as vias digitadas.

6. Cada concorrente pode participar – como já destacado no Item 3 - com até três (3) inscrições em qualquer categoria. Os textos selecionados serão submetidos a revisão gramatical.

7. Haverão premiados em categorias como: a) ENSINO FUNDAMENTAL; b) ENSINO MÉDIO; c) ADULTO (a partir de 18 anos de idade). Alunos do ensino médio compreendem os que frequentam cursos profissionalizantes ou similares, sem limites de idade nesta modalidade. Só serão recebidas inscrições em uma única das 3 (três) categorias citadas.

8. INSCRIÇÕES: estarão abertas durante o período compreendido entre 12 de julho e 4 de outubro de 2010 – impreterivelmente - tanto no endereço postal ou no e-mail mencionados no item 4 deste regulamento.

9. A seleção dos trabalhos será realizada por uma Comissão Julgadora composta de 3 (três) a 5 (cinco) membros indicados pela ALASI, até o dia 20 de outubro de 2010.

10. A divulgação dos resultados será realizada no dia 27 de outubro de 2010, pela imprensa da região e pela ALASI.

11. PREMIAÇÃO:
11.1 - O primeiro (1º), o segundo (2º) e o terceiro (3º) colocados, em cada modalidade, receberão, respectivamente, “MEDALHA DE MÉRITO LITERÁRIO DE OURO”, de “PRATA” e de “BRONZE”, além de Diploma Comemorativo ao evento. As menções honrosas, em cada modalidade literária, em número conforme estipulado pela Coordenação do Concurso, receberão Diploma Comemorativo. Os educandários que tiverem alunos premiados receberão, através de seus diretores/representantes, “Diploma de Mérito Literário” .
11.2 - A premiação ocorrerá no dia 19 de novembro de 2010, em Sessão Especial da ALASI para este evento, às 20h, em local a ser determinado e divulgado antecipadamente.

12. Os casos omissos a este Regulamento serão analisados pela Coordenação do Concurso.

13. Quaisquer outras dúvidas podem ser esclarecidas através do email “literatura.bellunord@bol.com.br”.

A COORDENAÇÃO

Membros da ALASI participam do desfile no Dia da Pátria



No dia 07 de setembro de 2010, A ALASI participou do dia cívico, no desfile promovido pela Secretaria Municipal de Educação. Os 12 acadêmicos que participaram, foram recebidos com aplausos pelo público presente no evento. Participaram: Maria Lurdete, Rosilda, Elaine, Janine, Gisele, Dilma, Maria Pedrinha, Jair, Nalzoir, Nilso e Mário Romão.



sábado, 11 de setembro de 2010

Reunião mensal com autógrafo de Nilso Dassi no seu livro sobre Belluno

Reunião em 08/2010 com Nilso autografando livros para os colegas acadêmicos, que estavam presentes  na reunão.

Nilso entregando livro para Presidente Maria Lurdete e abaixo para acadêmica Elaine

ARTIGO
                                                                                  
O RIO ALBINA NA FORMAÇÃO DE NOVA BELLUNO

É conhecido, na história mundial, o império de antigas civilizações que floresceram as margens úmidas e férteis de rios: os egípcios, às margens do Nilo, e os povos da Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates. Tal fato só demonstra o quão importante é a água e principalmente, os rios para a humanidade. Nova Belluno, no final do século XIX, parte integrante da Colônia de Nova Veneza, foi projetada e teve sua formação ao lado de vários córregos e rios que desembocam no rio Mãe Luzia, maior afluente do rio Araranguá.
Um rio importante para a cidade e região seria o rio Sangão[1], que possui uma de suas nascentes nas terras de João Lazzaris Neto e, logo em seguida, vai morrendo quando recebe em seu leito a contaminação do carvão nas localidades de Rio Ex-Patrimônio e São Geraldo, tornando-se um dos rios mais poluídos do Brasil quando se encontra com as águas do rio Criciúma, indo desaguar no rio Mãe Luzia.
O rio Albina, com a força das águas, acolheu em suas margens muitos pequenos negócios, como atafonas, olarias, ferrarias, serrarias, descascadores de arroz e engenhos de farinha de mandioca, notadamente no período anterior ao processo de mineração praticado em Nova Belluno com a complacência das lideranças políticas locais ofuscadas pela ideologia do carvão.
Conforme depoimento de Ancelino Feltrin[2] (filho de Matteus Feltrin), o primeiro descascador de arroz de Nova Belluno foi construído por Antonio Pascoali no início do século XX e sua localização ficaria, hoje, entre o Colégio Dom Orione e a Estrada de Ferro. Vendido em 1921 aos irmãos Matteus e Angelo Feltrin em virtude da redução do volume de água do rio Albina, sendo o mesmo instalado pelos irmãos Feltrin Furighela[3] às margens do rio Sifulim.[4]
O italiano José Frassetto “Bepe Canória”, no final do século XIX, instalou uma ferraria ao lado do rio Albina, seria hoje nas proximidades do Colégio Dom Orione, deixando seu legado aos filhos Antonio e Modesto, que permaneceram lá até o final da década de 1950. Com a aposentadoria de Antonio Frassetto, seu irmão Modesto transportou e instalou a ferraria em sua casa, utilizando daí em diante energia elétrica.[5]
João Patel foi proprietário de uma atafona e uma olaria ao lado esquerdo do rio Albina[6], com suas atividades iniciadas no começo do século XX e vendidas em 1939[7] a Guilherme Adamante, que imediatamente arrendou a olaria a Manoel Maurício da Silva (muito conhecido em Nova Belluno como Velho Maurício). Com a necessidade de minerar carvão na área onde se encontravam as empresas, na década de 1940, Adamante vendeu as terras a João Cesa. A atafona montada por Patel, hoje propriedade de Raimundo Possenti (Mundinho), ainda está em operação na Rua Jorge Lacerda, 380 (fundos), no centro de Siderópolis, produzindo uma farinha de milho de ótima qualidade, atestada pela senhora Noêmia Rossa Dassi.[8]
Os irmãos Matteus e Angelo Feltrin possuíam, desde 1918, um respeitável parque fabril – serraria, ferraria, descascador de arroz e engelho de farinha de mandioca - ao lado do rio Sifulim[9] distante aproximadamente mil metros da Igrejinha de Sant’Ana. Para obtenção de água com força suficiente para girar as máquinas, os Feltrin construíram no leito do rio três arcos deitados com pedras devidamente cortadas, que possibilitavam a elevação do leito do rio e, consequentemente, o desvio lateral da água por um canal até suas empresas. As atividades dos Feltrin Furighela encerraram-se em 1949 por “exigência” da Companhia Siderúrgica Nacional. Hoje, ainda é possível observar partes de um arco que se encontra a aproximadamente cem metros ao sul da ponte estreita da Rodovia Padre Herval Fontanella, na localidade de Rio Albina. Na mesma comunidade, bem próximo da Igrejinha de Sant’Ana, era possível observar uma atafona, em pleno funcionamento, de propriedade do imigrante italiano Arcângelo Patel.
Algumas versões quanto à origem do nome Albina para o rio que corta o centro da cidade de Nova Belluno (Siderópolis): na primeira variante é uma homenagem a Albina Pescador Cesa, esposa de João Cesa, que residia ao lado do rio. Tal possibilidade provém de diversos relatos de pessoas que pescavam no rio, que fazia extrema com o terreno de Albina e, por ser um local muito piscoso, todos falavam do rio da Albina, ficando o rio conhecido, portanto, como rio Albina. No entanto, essa versão não é confirmada por Jandira Cesa Rovaris, filha de Albina, desconhecendo tal homenagem a sua progenitora. Lembra Jandira que era impossível pescar num rio muito estreito e com correnteza, no entanto, se essa versão pudesse ser confirmada, a família ficaria muito lisonjeada.
Na outra versão, relatos de alguns moradores da localidade de Rio Albina dão conta de que, em alguns pontos do leito do rio, existiam pequenas quedas d’água que propiciavam o surgimento de espessa camada de espuma branca “l’alba” ou espuma albina, o que nos remete a um rio de espuma branca ou ao rio que conhecemos hoje com nome de rio Albina. Hilário Olivo[10], morador na localidade de Santa Luzia, lembra muito bem das fartas pescarias realizadas no rio e que, no seu tempo de menino, o rio Albina era conhecido pelo nome de rio Belluno.
Hoje, o rio Albina corre escondido e canalizado pelo centro da cidade, completamente poluído e morto. “E como a colônia humana tem crescimento ilimitado, ela chega, um dia, a saturar o rio de imundícies”.[11]
Um rio é um ser vivo, um ser dotado de energia, movimento, de transformação. Um rio poluído é um rio morto.[12]
Todas as indústrias desapareceram com a morte do rio Albina.

João Lazzaris Neto e Nilso Dassi
Set/2010.
Nascidos em Nova Belluno



[1] O rio Sangão possui uma de suas nascentes potáveis na localidade de Santa Luzia – Nova Belluno/SC, nas terras de João Lazzaris Neto.
[2] Entrevista realizada em 10/9/2010 com Ancelino Feltrin, nascido em Rio Sifulim em 13/3/1944. Criciúma, SC.
[3] Os Feltrin do Rio Sifulim eram conhecidos pelo cognome de Furighela.
[4] No início da colonização de Nova Belluno, a localidade de Rio Albina e o rio de mesmo nome, após a junção com o rio Fiorita, eram conhecidos pelo nome de Sifulim.
[5] Entrevista realizada em 15/9/2010 com José Frassetto (Bepe Frassetto).
[6] Local onde hoje está instalada a Oficina Mecânica Sangaletti.
[7] Entrevistas realizadas com Hilário Olivo em 15/9/2010 e João Osni Patel, neto de João Patel, em 13/9/2010.
[8] Entrevista realizada em 15/7/2010 com Noêmia Rossa Dassi, nascida em Rio Albina em 2/7/1929. Noêmia acrescenta: “para cozinhar uma bela polenta, é muito importante utilizar a atafona do “Mundinho” com o expresso pedido para que o milho seja moído bem fino”.
[9] Entrevista realizada com Mercedes Feltrin Fabris, nascida em Rio Albina em 1/11/1925. Mercedes foi professora na Escola de Rio Albina em 1950.
[10] Entrevista realizada em 15/9/2010 com Hilário Olivo, nascido em Nova Belluno em 2/12/1930.
[11] BRANCO, Samuel Murgel. Poluição: a morte de nossos rios. 2 ed. São Paulo: ASCETESB, 1983. p. 49.

  [12] Ibid. p. 47.

Lançamento de livro do acadêmico Nilso Dassi

O lançamento do livro, aconteceu dia 17/07/2010, às 17:00 horas, no auditório do Colégio Dom Orione, com a participação de mais de 100 pessoas, que fizeram fila para receber o autográfo do autor. Nilso fez mais de 70 assinaturas, com muita alegria,  pela realização de seu sonho. O livro é uma coletânea de artigos publicados em jornais e site da região, contando a história e fatos novos de Siderópolis, de 1891 até 1943. Durante o evento, foram passadas em slide, fotos antigas do acervo particular do autor. A organização do evento ficou por conta das acadêmicas: Rosilda (Sissa), Elaine e Pedrinha. O roteiro da cerimônia foi seguido conforme descrição da Presidente Maria Lurdete.


Comentário da escritora Janice Pavan sobre o livro de Nilso Dassi

Ao ler NOVA BELLUNO 1891- SIDERÓPOLIS 1943”, obra de NILSO DASSI, fiz uma incursão pelos lugares e lares da cidade em deferência.
O conteúdo despertou-me interesse com um misto de curiosidade, confirmações, questionamentos e saudosismo.
Considerando cem anos de história, a evidência da pesquisa trouxe-me muitos pontos e temas desconhecidos por mim e outros, mais atuais, cumpriram o propósito de reavivar imagens guardadas, quase adormecidas, justificando a bela frase “recordar é viver”.
Os fatos históricos datados desde 1891 e acordados por NILSO DASSI têm representação positiva, pois amenizaram meu desconhecimento sobre alguns itens importantes, referentes à origem da NOVA BELLUNO e a vinda dos imigrantes italianos, como também detalhes da beleza e da problemática, coexistentes na façanha de deixar a terra natal e enfrentar o desconhecido.
Importante saber do valor do solo, da descoberta do carvão, das questões políticas, dos personagens e talentos conterrâneos.
Fatos posteriores que datam de 1954 e que me são mais familiares estão bem claros na memória, quando aos seis anos de idade chegamos, eu, meus pais e irmãos José Geraldo, Janete, Jairo, Jaime e Jaci, para morarmos em RIO FIORITA, onde tivemos residência até o ano de 1962.
Muitas lembranças de uma infância maravilhosa, com a segurança de uma vida tranquila, garantida pela CSN que para nós foi uma mãe, cujos benefícios são tantos que tenciono registrar em um livro. A CSN ajudou muitas famílias, construiu lindas casas, vilas importantes, empregou muita gente, animou o progresso, mudou a paisagem num espaço trazendo benefícios e noutro, a destruição. As lembranças têm sabores diferenciados conforme a nacionalidade (origem) de cada coração. Infelizmente a dor deixa registros mais profundos.
Ao ler o livro de NILSO DASSI amei lembrar as festas na IGREJA SANTA BÁRBARA, onde o capelão DELAU (figura incansável) organizava e divulgava, apostando no sucesso dos eventos, chamando os fiéis no alto falante. Disse um dia: - “As mulheres não podem entrar de calça na Igreja”. Depois frisou: - “Retifico, calça comprida!” Isto ficou na história.
Lembro de meu padrinho MANOEL MINERVINA GARCIA e de minha madrinha LOURDES, bondade em pessoa. Moravam bem em frente à IGREJA SANTA BÁRBARA e nós, na rua do lado esquerdo. Reforço o questionamento do autor. “Por que Siderópolis ou Rio Fiorita não tem uma rua com o nome do primeiro prefeito eleito pelo povo”?
Lembro-me do RECREIO DO TRABALHADOR. Ah! Arquitetura dos sonhos! ...
Era lisonjeiro comparecer em ambiente com tal requinte! Sentíamo-nos ”gente fina” ao adentrarmos no salão em noites de gala ou festas familiares. Onde em tantos domingos corríamos para ver o “ZORRO”, nas sessões de matinée. E o show de calouros com o AMERICAN NIGHT?
Dói-me pensar que uma estrutura, legado de eventos, saudades e lembranças, esteja jogada às intempéries, ao descaso, aos ratos.
Aos quatorze anos , em 1962, fomos morar em BELLUNO como ainda era chamada SIDERÓPOLIS para diferenciar de RIO FIORITA.
Os assuntos últimos não estão no livro de NILSO, que deixa um gostinho de quero mais, provavelmente porque ele projeta editar o segundo para dar a continuidade que o tema merece. . Parabéns, NILSO!
Fico feliz que um ex-aluno, irmão das inesquecíveis, também minhas ex-alunas, ROSA E HELENA, tenha se tornado um historiador e escritor empenhado em homenagear nossa querida SIDERÓPOLIS pelos seus CEM ANOS DE HISTÓRIA.
Fico no aguardo do próximo. Um abraço, Janice de Bittencourt Pavan.
Florianópolis, 10/10/10


Nilso autografando para familares e amigos

Ronaldo David, que fez o prefácio do livro, falou em nome da ALASI













      

Acadêmicos e público presente, prestigiando o autor

Um dos artigos do livro, publicado em Jornais regionais e site locais.

NOVA BELLUNO: Uma Cidade Centenária Sem Data De Nascimento

A cidade de Siderópolis, localizada no Sul do Estado de Santa Catarina, colonizada por imigrantes italianos, completará 120 anos de fundação em 2011. No entanto, ainda não possui oficialmente uma data de fundação.
Belluno, primeiro nome de Siderópolis, surgiu com a criação da Colônia Nova Veneza em 1891, resultado de uma política imigratória incrementada pelo governo brasileiro iniciada no império e concluída na república, objetivando a ocupação e o povoamento, principalmente, nos estados da região sul do país.
Segundo Bortolotto, “oficialmente comemora-se 28 de outubro de 1891 como a data de chegada dos primeiros imigrantes, e, portanto, a data da fundação da Colônia Nova Veneza. Sabe-se, porém, que os primeiros imigrantes chegaram, na verdade, bem antes desta data”. O atual município de Nova Veneza, que naquela época era sede central da Colônia, adotou de forma oficial esta data como sendo sua fundação. No entanto, nos arquivos da Carbonífera Metropolitana, também citados por Bortolotto, pode-se constatar que a primeira leva de imigrantes chegou à colônia em 28/06/1891. A partir de 04/01/1891, observa-se no livro Diário da Administração da colônia os primeiros registros contábeis, tendo por finalidade, preparar toda a colônia com o objetivo de abrigar os colonos italianos nos seus respectivos lotes.
Após minuciosa análise das documentações, que se encontram na sede atual da Companhia Metropolitana, empresa responsável pela implantação da Colônia Nova Veneza e na bibliografia regional, constata-se que foi em 15/07/1891 que os primeiros imigrantes chegaram à colônia com a incumbência de ocupar seus lotes previamente demarcados, na seção Estrada Urussanga, no Núcleo de Belluno. A família De Nez instalou-se na localidade de São Martinho, adquirindo o lote nº 14 com 31 ha de terra e a família Moro ocupou o lote nº  1 com 28 ha em São Martinho Baixo. Os lotes ocupados por estas famílias estavam localizados bem próximos à sede central da colônia, conforme dispõe a planta (mapa) da Colônia Nova Veneza de 1891.
No Monumento ao Imigrante Italiano, localizado em frente ao Colégio Dom Orione há uma placa em bronze, comemorativa ao 75º aniversário de fundação do município, produzida no ano de 1966 durante o mandato do prefeito Jorge Bif, em que consta a data de 19/12/1891 como o início da ocupação da cidade pelos europeus. Não há uma manifestação legal dos poderes constituídos no municipio que possa confirmar esta data. No entanto, é possível concluir que a escolha foi uma relação – dia e mês – com a data da emancipação político administrativa decretada em 19/12/1958. Ainda em relação à placa, devido à inclusão de um acróstico muitas famílias italianas que aqui chegaram não foram relacionadas. A data de 19/12/1891 pode ser facilmente contestada, observando-se o título de posse provisória de terras do imigrante Michele Crepaldi, adquirido junto a Companhia Metropolitana em 03/11/1891, no Núcleo de Belluno, seção Linha Ex-Patrimônio, lote 06 com 29,9 ha. (Bortolotto, p. 23).
A centenária Siderópolis – SC (Nova Belluno) no seu registro de nascimento, com o consentimento dos poderes executivo e legislativo, poderá finalmente escolher 15/07/1891 como sua data oficial de fundação.
Fontes:
1 – BORTOLOTTO, Zulmar Hélio. História de Nova Veneza. Nova Veneza, 1992. 339p.
2 – Diário da Administração da Colônia de Nova Veneza – Arquivo da Carbonífera Metropolitana S/A – Criciúma – SC.
Nilso Dassi
Licenciado e Bacharel em História pela UNESC
Fone: 48  99945133

VIII Concurso Literário 2017

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